28/02/2007 11:09
Web 2.0 Evolução ou revolução?
VP de Tecnologia da Agência Click, Abel Reis teve a missão de dar uma definição para Web 2.0. Antes disso, ele ressalta que existem contextos técnicos, econômicos e comportamentais que permitiram a criação do conceito e o desenvolvimento da Web 2.0.
A Web 2.0 nasceu de três vetores. O primeiro deles é a democratização dos recursos computacionais. É possível contratar serviços técnicos em qualquer lugar do globo, o que também significa que a competição também é global. Há também uma valorização de aspectos imateriais, como educação, conhecimento de línguas, da capacidade de se relacionar. Finalmente, há a tribalização dos hábitos, a cultura dos mash-ups e a possibilidade de falar de si mesmo para quem quiser ouvir, explicou Abel. Logo, a Web 2.0 não é uma série de sacadas geniais de tecnologia, ela nasce de um contexto particular com aspectos técnicos, econômicos e comportamentais.
Como efeitos desses contextos, Abel apontou a fragmentação da atenção, a emergência das nanoaudiências (long tail), uma geração de consumidores informados, opinativos, engajados e cínicos e os softwares permanentemente em beta.
Assim, Web 2.0 é uma série de aplicações que propiciam e potencializam a formação de redes sociais digitais. Redes sociais são coletivos de pessoas e agentes que interagem direta ou indiretamente entre si e constroem certos padrões recorrentes de relacionamento e comportamento, afirmou o palestrante.
Abel listou uma série de preocupações que os interessados em aplicar os conceitos de Web 2.0 devem ter em mente. A primeira delas é pensar em uma arquitetura de participação. Criar iniciativas de redes 2.0 significa ver de que maneira as pessoas vão participar do espaço social que está sendo criado e como essa participação pode ser potencializada, afirmou.
Outro ponto é que os conteúdos e serviços devem ser remixados e distribuídos. Além disso, deve-se apagar a noção de que o software é um monolito. Ele não é uma coisa que você entrega como versão final. É algo que você faz na rede, pela rede e com a rede. Em um modelo em que usuários colaboram com a construção de um sistema, a web se transforma em uma plataforma global de desenvolvimento de software.
O VP apresentou o case da Coca-Cola para exemplificar iniciativas de Web 2.0 aplicados ao mundo dos negócios. A principal delas é o Coke Ring, uma espécie de concurso permanente de blogs. Os blogueiros se inscrevem em anéis temáticos e a rede escolhe o melhor blog daquela categoria. Os anéis são gerenciados por um editor escolhido pela própria rede. Com esta iniciativa, alavancamos a marca nas nanoaudiências, conta Abel.
Reis lembra que as corporações e seus departamentos de TI tendem a ser cautelosos no que se refere à web 2.0, seja por conta da falta de maturidade das aplicações, ou da liberdade dada aos usuários. Mas ele aponta que o sucesso das aplicações de software aberto, o uso de interfaces RIA, a proliferação dos blogs corporativos e a implementação de portais de colaboração dentro das companhias são bons sinais de que o receio vêm diminuindo. A minha aposta é que no futuro a Web 2.0 vai trazer webservers colaborativos, afirmou.
Dicas
O palestrante apresentou três dicas para quem quer trabalhar com Web 2.0. para os desenvolvedores, a idéia é tentar se descomoditizar, como a Amazon.com fez com o mercado de livros. É também necessário encontrar o seu lugar na rede de valor. O GoogleMaps tem dois desenvolvedores por detrás dele. O Housing Maps é mais uma camada em cima de todos eles, e cada um tem um propósito, diz. Finalmente, é essencial projetar dados e softwares orientados para a distribuição em massa.
Desafios
Abel lembra dos obstáculos existentes. O primeiro é a gestão da reputação. Num mundo em que é muito fácil se confessar, é fácil sua reputação entrar em jogo, seja você uma empresa, pessoa ou marca.
A noção do que é comum e do que é particular também é complicada. O que é meu e o que é do desenvolvedor de serviços?.
Um terceiro desafio é como se apropriar da fina granularidade das audiências. Finalmente, existem as preocupações com a certificação e a segurança.
Web 3.0 e Web 4.0
A Web 3.0, explicou Abel, é a web semântica, com mecanismos de busca que trarão resultados mais próximos ao que se deseja, sem colocar em um mesmo resultado links para o santo, a cidade, o time quando eu fizer uma busca por São Paulo. Já as buscas das imagens vão buscar informações no próprio arquivo da foto e não só no título ou na descrição.
Já a Web 4.0, segundo Nova Spivack, seria a rede como um grande sistema operacional. Não é um Office na minha máquina, é um browser que integra todos os serviços e softwares para o meu dia a dia, contou Abel.
Evolução ou revolução?
Do ponto de vista tecnológico, para Abel a Web 2.0 não é uma revolução, é um empacotamento inteligente de tudo que há. Ruputura só vamos encontrar na Web 3.0. já do ponto de vista das aplicações, a Web 2.0 é uma revolução, finalizou.
enviada por Marcela Tavares
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
Web 2.0 Evolução ou revolução?
VP de Tecnologia da Agência Click, Abel Reis teve a missão de dar uma definição para Web 2.0. Antes disso, ele ressalta que existem contextos técnicos, econômicos e comportamentais que permitiram a criação do conceito e o desenvolvimento da Web 2.0.
A Web 2.0 nasceu de três vetores. O primeiro deles é a democratização dos recursos computacionais. É possível contratar serviços técnicos em qualquer lugar do globo, o que também significa que a competição também é global. Há também uma valorização de aspectos imateriais, como educação, conhecimento de línguas, da capacidade de se relacionar. Finalmente, há a tribalização dos hábitos, a cultura dos mash-ups e a possibilidade de falar de si mesmo para quem quiser ouvir, explicou Abel. Logo, a Web 2.0 não é uma série de sacadas geniais de tecnologia, ela nasce de um contexto particular com aspectos técnicos, econômicos e comportamentais.
Como efeitos desses contextos, Abel apontou a fragmentação da atenção, a emergência das nanoaudiências (long tail), uma geração de consumidores informados, opinativos, engajados e cínicos e os softwares permanentemente em beta.
Assim, Web 2.0 é uma série de aplicações que propiciam e potencializam a formação de redes sociais digitais. Redes sociais são coletivos de pessoas e agentes que interagem direta ou indiretamente entre si e constroem certos padrões recorrentes de relacionamento e comportamento, afirmou o palestrante.
Abel listou uma série de preocupações que os interessados em aplicar os conceitos de Web 2.0 devem ter em mente. A primeira delas é pensar em uma arquitetura de participação. Criar iniciativas de redes 2.0 significa ver de que maneira as pessoas vão participar do espaço social que está sendo criado e como essa participação pode ser potencializada, afirmou.
Outro ponto é que os conteúdos e serviços devem ser remixados e distribuídos. Além disso, deve-se apagar a noção de que o software é um monolito. Ele não é uma coisa que você entrega como versão final. É algo que você faz na rede, pela rede e com a rede. Em um modelo em que usuários colaboram com a construção de um sistema, a web se transforma em uma plataforma global de desenvolvimento de software.
O VP apresentou o case da Coca-Cola para exemplificar iniciativas de Web 2.0 aplicados ao mundo dos negócios. A principal delas é o Coke Ring, uma espécie de concurso permanente de blogs. Os blogueiros se inscrevem em anéis temáticos e a rede escolhe o melhor blog daquela categoria. Os anéis são gerenciados por um editor escolhido pela própria rede. Com esta iniciativa, alavancamos a marca nas nanoaudiências, conta Abel.
Reis lembra que as corporações e seus departamentos de TI tendem a ser cautelosos no que se refere à web 2.0, seja por conta da falta de maturidade das aplicações, ou da liberdade dada aos usuários. Mas ele aponta que o sucesso das aplicações de software aberto, o uso de interfaces RIA, a proliferação dos blogs corporativos e a implementação de portais de colaboração dentro das companhias são bons sinais de que o receio vêm diminuindo. A minha aposta é que no futuro a Web 2.0 vai trazer webservers colaborativos, afirmou.
Dicas
O palestrante apresentou três dicas para quem quer trabalhar com Web 2.0. para os desenvolvedores, a idéia é tentar se descomoditizar, como a Amazon.com fez com o mercado de livros. É também necessário encontrar o seu lugar na rede de valor. O GoogleMaps tem dois desenvolvedores por detrás dele. O Housing Maps é mais uma camada em cima de todos eles, e cada um tem um propósito, diz. Finalmente, é essencial projetar dados e softwares orientados para a distribuição em massa.
Desafios
Abel lembra dos obstáculos existentes. O primeiro é a gestão da reputação. Num mundo em que é muito fácil se confessar, é fácil sua reputação entrar em jogo, seja você uma empresa, pessoa ou marca.
A noção do que é comum e do que é particular também é complicada. O que é meu e o que é do desenvolvedor de serviços?.
Um terceiro desafio é como se apropriar da fina granularidade das audiências. Finalmente, existem as preocupações com a certificação e a segurança.
Web 3.0 e Web 4.0
A Web 3.0, explicou Abel, é a web semântica, com mecanismos de busca que trarão resultados mais próximos ao que se deseja, sem colocar em um mesmo resultado links para o santo, a cidade, o time quando eu fizer uma busca por São Paulo. Já as buscas das imagens vão buscar informações no próprio arquivo da foto e não só no título ou na descrição.
Já a Web 4.0, segundo Nova Spivack, seria a rede como um grande sistema operacional. Não é um Office na minha máquina, é um browser que integra todos os serviços e softwares para o meu dia a dia, contou Abel.
Evolução ou revolução?
Do ponto de vista tecnológico, para Abel a Web 2.0 não é uma revolução, é um empacotamento inteligente de tudo que há. Ruputura só vamos encontrar na Web 3.0. já do ponto de vista das aplicações, a Web 2.0 é uma revolução, finalizou.
enviada por Marcela Tavares
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Perfil
James Della Valle � respons�vel pelo canal de tecnologia do iG, foi editor de revistas de TI e games, al�m de autor do livro Universidade Hacker.
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