Conhe�a os rumos da evolu��o da internet
Dia 28/02/07 e 01/03/07

Confira a programa��o

01/03/2007 20:32

Painel Final: Portais

A última mesa da noite contou com a presença de representantes dos grandes portais de conteúdo/busca do país. Para surpresa dos presentes, a conversa fugiu um pouco do tema Web 2.0. Para muitos usuários, a conversa que abordou publicidade e até TV digital veio foi válida, mesmo sem focar no tema da conferência.

Adriana Bellinatti, representante do Google, iniciou as apresentações falando sobre a filosofia da empresa. “No Google, nós temos o privilégio de fazer as coisas mais ou menos e deixar que os usuários continuem construindo”, disse ao lembrar a idéia do “beta eterno”. Para a empresa, esse é o caminho do sucesso, já que são os próprios usuários que decidem se os projetos vão dar certo ou não. “Elas se sentem donas do produto, e é por isso que a empresa consegue obter tanta fama”, completou.

Com um gráfico apontando todas as características do Filckr, Agenor Castro, diretor de marketing para South Latin América Yahoo!, explicou o funcionamento de um sistema de comunidades Web 2.0. “Se vocês entenderem o conceito de contexto e conteúdo desse modelo, começaram a compreender novas oportunidades de negócio da Web 2.0”, disse. De acordo com Castro, a yahoo! Pretende lançar cinco produtos oficialmente no Brasil, entre lês o Flickr e o Delicious.

Curioso para saber que diagrama é esse? Clique aqui!

Mudando o rumo da conversa, Caio Túlio, CEO do iG, começou sua apresentação falando que a internet fica com apenas 1,9% do reparte total de publicidade no país. Disse que é necessário aproveitar capacidade da rede e dar o valor real e a “formosura” que ela tem. “Os portais são incompetentes na criação de sites que radicalizem essa capacidade interativa. Não estamos trabalhando como devíamos. “Não entendemos direito como essa mídia funciona”, disse.

Para ele, os portais têm a responsabilidade de trabalhar para que o mercado no setor cresça e citou casos como os das lojas on-line e bancos que descobriram um espaço rentável dentro dos portais. “Elas investiram nesse sistema. São empresas que entenderam o conceito da rede”, afirmou. Também acredita que nenhuma outra mídia consegue dar dados tão precisos sobre o seu público, já que as ferramentas utilizadas na internet podem fornecer dados que vão desde o local onde uma compra é efetuada até os gostos e perfil de navegação do usuário.


Paulo Castro, diretor geral do Terra, disse os desafios são grandes. Citou o caso dos jogos Pan Americanos que tiveram sua veiculação proibida por portais de internet. “Nós poderíamos cobrir o evento de uma forma que nenhuma outra mídia cobre”, afirmou. A preocupação é motivada pela falta de oportunidades de negócios geradas pela decisão.

Também reclamou sobre a questão do DRM. “Ainda existe uma restrição que muitas vezes é burra, como a questão da música na internet. O uso ilegal não sofre barreira nenhuma”, disse.

enviada por James Della Valle



01/03/2007 16:47

Conversa Afiada!

O jornalista Paulo Henrique Amorim fez uma breve apresentação que começou com uma passagem pelo conceito de Web 2.0 e explicações sobre o seu site, hospedado no iG, o Conversa Afiada. Mostrou projetos de colaboração ligados à vídeos, fotos e textos, bem como ferramentas de integração com usuários, como comentários. “Em um certo ponto, internautas começam a dialogar com eles mesmos, ignorando o texto original. Estou ciciado nisso”, disse.

O jornalista acredita que o conteúdo vindo dos usuários deve passar por um filtro de edição para garantir a qualidade do conteúdo. “Há necessidade de editores competentes para controlar o fluxo”, afirmou.

enviada por James Della Valle



01/03/2007 14:24

Falando de marcas...

O primeiro painel do dia foi sobre Mídia 2.0. Consenso entre os convidados: é impossível ignorar os mais de 30 milhões de usuários que acessam a web, mesmo se o número não é tão significativo quanto os da TV aberta. O detalhe é que o público que freqüenta a internet é bem mais disperso.

Em uma das questões, feitas pelos visitantes, ficou aberta a discussão para o futuro dos banners e links patrocinados na web. De acordo com os palestrantes, as duas formas são válidas e muito fortes ainda. Os banners, em lugares estratégicos, são uma ótima forma de reconhecimento da marca, já o links patrocinados funcionam como um agente de localização da marca em sistemas de busca, colocando os produtos em destaque.

Elisa Calvo, diretora de estratégia online da Age, apresentou uma entrevista com o jornalista Lúcio Ribeiro, que deu sua opinão sobre Web 2.0 em um vídeo. Elisa falou sobre o poder que uma pessoa, agindo como um curador, tem de influenciar o público em relação a um produto específico.

Também indicou que a utilização de projetos como blogs de especialistas podem ser uma ótima forma de inserir mídia voltada a um público específico. Para a representante da Age, as empresas não devem ter medo de apostar nos novos formatos e conceitos da Web 2.0.

“O consumidor não sabe o que é a Web 2.0, apesar de ter blogs, fotologs e participar de comunidades”, afirmou João Binda, gerente de mídia interativa da Leo Burnet, que demonstrou o case Doritos, uma campanha produzida para o Supoerbowl em que o usuário era convidado a enviar um vídeo que, dependendo da aprovação da comunidade, seria exibido entre os jogos. “Uma estratégia única, que só funciona uma vez”, disse.

Confira o vídeo:




Igor Mario Puga, gerente de mídia interativa da Lew, mostro o caso do site Guia da Semana que, a princípio, disponibilizou um sistema de páginas adaptável para o visitante. A idéia trouxe experiências interessantes que culminaram na abertura do sistema. Hoje, os usuários podem compartilhar suas páginas com outros visitantes.

enviada por James Della Valle



01/03/2007 13:34

Web 2.0 para marcas

Como fazer o nome do seu produto chegar ao consumidor na internet? Gustavo Donda, diretor de criação da TV1, apresentou diversos cases interessantes na terceira palestra do dia, aqui na 1ª Conferência Web 2.0.

Ele centrou sua fala no novo consumidor: aquele que já nasce dentro da internet, utilizando seus serviços e participando de comunidades como se elas não fossem novidade alguma. Para ilustrar esta visão, apresentou um vídeo que mostrava as rotinas de um adolescente de 16 anos utilizando celulares, computadores e videogames enquanto participa ativamente de diversas comunidades.

De acordo com Donda, a navegação dos usuários deve ser feita por curadores, agentes que indicam o que há de interessante sobre determinado assunto, sejam eles pessoas contratadas por empresas ou o próprio navegante, que influencia a opinião com base em dicas e críticas de serviços e produtos.

Ele também falou sobre o “upgrade das marcas para a versão 2.0”. Para isso, citou diversos cases, como o da Microsoft e seus 3 mil blogs produzidos pelos funcionários da empresa. Todos servem como fonte de informação para visitantes do site. A utilização de RSS e Mash-Ups também foi destaque, já que o conteúdo gerado por uma empresa, ou comunidade, pode ser utilizado em diversos sites diferentes, espalhando a influência da marca.

A utilização de comunidades, como o Orkut, também foi apresentada como uma forma de obter retorno dos usuários. Um grupo do tipo “Eu odeio”, pode funcionar mais do que uma ferramenta de feedback convencional utilizada pelas empresas. “Falem mal de mim, mas dentro do meu radar”, disse.

Entre outros exemplos, citou a utilização de tags para descobrir as preferências dos usuários, redes P2P para divulgar vídeos e idéias virais utilizando o usuário como servidor, o conceito já debatido de conteúdo gerado pelo usuário para auxiliar na divulgação da marca e, especialmente, a otimização do site para sistemas de busca.

Um dos convidados, um representante da Globo, decidiu fazer uma participação no fim da apresentação com a seguinte música.

Afirmou que isso é colaboração. Concordam?

enviada por James Della Valle



01/03/2007 11:15

Rede social corporativa

A palestra de Cezar Taurion, gerente de Novas Tecnologias da IBM, teve um foco bem corporativo. Falou sobre a potencialização das redes sociais nas empresas, utilizando os usuários como fonte de criação.

Nesse modelo, as comunidades definem os pontos principais a serem abordados nos projetos enquanto as organizações facilitam as experiências dos usuários, que ganham mais poder e passam a desenvolver mais soluções para as empresas.

Taurion incita a criação das comunidades internas, com ferramentas como wikis e blogs, muitas vezes abertas até para os familiares de funcionários. Como exemplo, citou a o exemplo de computação Social da IBM. “As regras de criação dos blogs não foram definidas pelo RH da empresa e sim pelos próprios usuários”, afirmou. O wiki criado pela empresa já soma mais de 100 projetos, compartilhados tanto por funcionários quanto por clientes.

O incentivo à explorar as ferramentas WEB 2.0 vei como uma questão: “Como nós (as empresas) podemos explorar essas tecnologias e conceitos?”.

O palestrante citou o case da empresa Jetblue, de passagens aéreas, que teve problemas de overbooking e utilizou ferramentas como o YouTube e blogs para fazer esclarecimentos aos seus clientes.

Para encerrar, falou sobre o Lotus Connection, ferramenta da IBM que trás diversas ferramentas WEB 2.0 para o ambiente corporativo.

Lótus connection (fornece wikis e blogs e ferramentas web2.0 para ambientes corporativos).

enviada por James Della Valle



01/03/2007 10:43

"Web 2.0 é comunidade e colaborações"

Gil Giardelli, diretor geral da Permission, fez a primeira palestra do dia recapitulando os fatores que prepararam o campo para o surgimento da Web 2.0 e as suas conseqüências. Para o palestrante, “Web 2.0 é comunidade e colaborações como nunca vistos”.

Ele cita o exemplo de um porteiro que ouviu de sua professora que quem não sabe mexer com computadores não terá trabalho no futuro, e que a internet é a janela para o mundo. Gil ensinou o rapaz a navegar. Pouco tempo depois, ele comprou um computador, conseguiu com alguma dificuldade uma conexão na sua área da cidade, contanto que fosse compartilhada. O rapaz então conseguiu mais três computadores e agora usa a internet para trocar livros com outras livrarias comunitárias. “E tudo isso começou com uma professora de escola pública de periferia”, diz.

Gil se pergunta porque iniciativas brasileiras de Web 2.0 não são compradas mesmo se lançadas antes de iniciativas internacionais. Ele aponta que ainda não temos um mercado que invista nessas iniciativas, provavelmente por causa do trauma da bolha da internet. Mas ele acredita que ainda há na web uma esperança para o Brasil num sentido mais amplo, já que na internet todos são tratados em pé de igualdade.

enviada por Marcela Tavares



28/02/2007 18:12

Painel do dia

O primeiro dia da conferência acabou com a apresentação rápida com diversos empreendimentos de sucesso. Devido ao tempo, os palestrante tiveram cinco minutos para falar. O destaque ficou para Fábio Seixas, diretor do Camiseteria.com, que apresentou sua comunidade de designers que produzem as estampas das camisetas. Aqueles que receberem mais votos da comunidade são premiados.

Guilherme Coelho da Aprex apresentou soluções de WEB 2.0 para profissionais e grupos de trabalho de todos os tamanhos. O sistema é multiplataforma e prima pela mobilidade.

Rafael Siqueira, da Webraska Brasil/O Apontador, falou sobre a solução utilizada no site apontador, que passou a aplicar o conceito WEB 2.0 em seu sistema.

Marco Nader fez a demosntração de diversos serviços WEB 2.0 para empresas.

enviada por James Della Valle



28/02/2007 17:45

“A web 2.0 é um patinho feio”

Foi assim que começou a apresentação do consultor Carlos Nepocumano. Em uma das palestras mais animadas do dia, comparou a internet a um “patinho feio” que, no começo, era mal compreendido, mas deu a volta com a ajuda da banda larga. “Tudo o que está ai hoje já estava acontecendo em 1960. O patinho feio cresceu. As pessoas queriam que aquele pato fosse uma coisa que ele não era”, disse. De acordo com Nepocumano, a WEB 2.0 só conseguiu se desenvolver depois que os usuários começaram a vê-la como uma ferramenta de comunicação e colaboração.

O consultor defendeu o fim dos gestores de conteúdo, afirmando que esses devem tornar-se administradores de comunidades, ou, “apicultores”, nas palavras do palestrante. A brincadeira serviu para introduzir o conceito de Inteligência Coletiva, que aposta na criação de conteúdo e resolução de problemas utilizando ferramentas de comunidades e compartilhamento de informações. “Quem souber lidar com comunidades em rede vai para frente, quem não souber, afunda”, disse.

Também defendeu soluções como software livre em grandes empresas e apresentou seu sistema de comunidades, o ICOX, de código aberto.

enviada por James Della Valle



28/02/2007 16:35

Web e mobilidade

Web e mobilidade

Termina a apresentação de Alexandre Fernandes. O diretor de produtos e serviços da Vivo falou sobre a importância de utilizar o celular como um modelo de comunidade e serviços, utilizando recursos para aprimorar de interfaces com a contribuição de usuários.

Falou sobre diversos serviços apresentados pela operadora, como o moblog (blogs móveis), mapas e outros.

Também comentou sobre iniciativas móveis de sites como o YouTube, Google Maps e Gmail.

enviada por James Della Valle



28/02/2007 16:07

Negócios 2.0

Marcelllo Povoa, diretor executivo da MPP, começou sua palestra com um flashback sobre a internet, passando pela bolha nos anos 90 até a chegada da WEB 2.0 e das novas oportunidades de negócios.

De acordo com dados apresentados, o Brasil tem 14,4 milhões de usuários de banda larga, dos quais 8,7 milhões visitam sites de comércio, como lojas virtuais, por exemplo. O que, segundo Povoa, é um bom motivo para investir na área. Outro número interessante é o de 24 bilhões de GB produzidos em 2003, quando começou a “moda” de digitalização de conteúdos como programas de rádio, TV, textos de revistas e jornais. “A web funciona como uma forma de transformar todas essas mídias em uma linguagem só, e tudo roda em paralelo com serviços, redes sociais e aplicativos”, afirmou.

Póvoa começou a falar efetivamente de negócios ao abordar três cases desenvolvidos por sua empresa. O primeiro foi o da bebida energética Burn, que pretende utilizar as comunidades já existentes, como sites de relacionamento, blogs e fotologs para promover a marca de seu cliente.

As soluções corporativas (para a Ipiranga e Telemar) foram apresentadas como uma Extranet e Intranet, respectivamente. Ambas baseadas na colaboração por parte de clientes e funcionários.

Para finalizar a palestra, falou sobre as tendências de compreender o funcionamento das comunidades e das oportunidades para investir em publicidade e ofertas, como assinaturas de serviços e conteúdos.

enviada por James Della Valle



28/02/2007 13:19

Vídeos na Web

Logo após a fala do representante da Intel, Alceu Costa Junior, diretor geral da take5 Filmes, falou sobre a experiência da empresa com a produção de vídeos para a internet. O case apresentado foi o Intel canal Cast, um canal de vídeos institucionais da Intel, direcionados aos parceiros e clientes da empresa.

O publicitário mostrou a primeira versão do projeto, vista como uma forma unilateral de comunicação, feita como documentário e técnicas de estúdio. Na versão “2.0”, os próprios funcionários podem gravar e enviar seus vídeos para a produtora. Lá, eles passam por uma pequena edição e estão prontos para entrar na página do serviço, onde os visitantes podem assisti-los e fazer comentários.

Assim como Gonzalez, ele enfatizou a necessidade de equipamento especial para rodar os vídeos, como hosts especiais, por exemplo.

Vídeo mailing

Costa também falou sobre a solução de mail marketing da empresa, que utiliza a Flash para reproduzir vídeos de alta qualidade para os clientes. “Em 95 já havíamos adotado a proposta de vídeo mailing, a diferença é que ainda não existia vídeo pela internet. A solução era enviar as fitas VHS pelo correio”, disse. O conceito é o mesmo, só muda a forma de entregar.

enviada por James Della Valle



28/02/2007 12:52

Mais processamento para a plataforma WEB

Dave Gonzalez, gerente de Marketing para a América Latina da Intel, abriu com a comparação clássica entre as “versões” 1.0 e 2.0 da web. O foco foram as soluções mais sofisticadas de colaboração, como wikis, busca e compartilhamento de vídeos e fotos.

Esses últimos dois pontos abriram a discussão sobre a capacidade de processamento necessária para rodar o conteúdo 2.0. De acordo com Gonzales, a explosão de conteúdo de vídeo pede mais das máquinas que estão nas casas do usuário final, bem como dos datacenters que devem amplificar a performance dos serviços. “O que vemos hoje é apenas a ponta do iceberg perto do que pode ser criado”, disse.

Para ilustrar, citou uma capa da revista PC Magazine de 2001, que trazia uma chamada dizendo que a velocidade dos processadores eram mais do que suficientes para rodar qualquer aplicação. Depois do estouro da WEB 2.0, a revista voltou atrás na questão.

Além disso, bateu na tecla de simplificação de serviços e do “beta permanente”, que significa o aperfeiçoamento constante dos serviços. “O usuário vai simplesmente entrar e usar o serviço, sem precisar instalar novas versões”, disse.

A WEB é a plataforma, concorda?

enviada por James Della Valle



28/02/2007 11:36

Serviços e colaboração

Bem Forta, técnico sênior da Adobe Inc, acaba de fazer sua apresentação. O palestrante abriu com uma citação de O’Reilly sobre WEB 2.0, que enfatiza a “arquitetura da participação”, com a alimentação de dados feita pelos usuários. Em seguida, falou sobre o foco das empresas em serviços e na aposta de estender a experiência do usuário, com a utilização de vídeos e som em um ambiente dinâmico.

“O Ajax já estava por aqui desde o final dos anos 90, os resultados é que são novos”, disse Forta ao lembrar o case da Amazon.com, uma das empresas pioneiras da WEB 2.0. Uma das frases mais interessantes da palestra.

enviada por Marcela Tavares



28/02/2007 11:09

Web 2.0 – Evolução ou revolução?

VP de Tecnologia da Agência Click, Abel Reis teve a missão de dar uma definição para Web 2.0. Antes disso, ele ressalta que existem contextos técnicos, econômicos e comportamentais que permitiram a criação do conceito e o desenvolvimento da Web 2.0.

“A Web 2.0 nasceu de três vetores. O primeiro deles é a democratização dos recursos computacionais. É possível contratar serviços técnicos em qualquer lugar do globo, o que também significa que a competição também é global. Há também uma valorização de aspectos imateriais, como educação, conhecimento de línguas, da capacidade de se relacionar. Finalmente, há a tribalização dos hábitos, a cultura dos mash-ups e a possibilidade de falar de si mesmo para quem quiser ouvir”, explicou Abel. “Logo, a Web 2.0 não é uma série de sacadas geniais de tecnologia, ela nasce de um contexto particular com aspectos técnicos, econômicos e comportamentais”.

Como efeitos desses contextos, Abel apontou a fragmentação da atenção, a emergência das nanoaudiências (long tail), uma geração de consumidores informados, opinativos, engajados e cínicos e os softwares permanentemente em beta.

“Assim, Web 2.0 é uma série de aplicações que propiciam e potencializam a formação de redes sociais digitais. Redes sociais são coletivos de pessoas e agentes que interagem direta ou indiretamente entre si e constroem certos padrões recorrentes de relacionamento e comportamento”, afirmou o palestrante.

Abel listou uma série de preocupações que os interessados em aplicar os conceitos de Web 2.0 devem ter em mente. A primeira delas é pensar em uma arquitetura de participação. “Criar iniciativas de redes 2.0 significa ver de que maneira as pessoas vão participar do espaço social que está sendo criado e como essa participação pode ser potencializada”, afirmou.

Outro ponto é que os conteúdos e serviços devem ser remixados e distribuídos. Além disso, deve-se apagar a noção de que o software é um monolito. “Ele não é uma coisa que você entrega como versão final. É algo que você faz na rede, pela rede e com a rede. Em um modelo em que usuários colaboram com a construção de um sistema, a web se transforma em uma plataforma global de desenvolvimento de software”.

O VP apresentou o case da Coca-Cola para exemplificar iniciativas de Web 2.0 aplicados ao mundo dos negócios. A principal delas é o Coke Ring, uma espécie de concurso permanente de blogs. Os blogueiros se inscrevem em anéis temáticos e a rede escolhe o melhor blog daquela categoria. Os anéis são gerenciados por um editor escolhido pela própria rede. “Com esta iniciativa, alavancamos a marca nas nanoaudiências”, conta Abel.

Reis lembra que as corporações e seus departamentos de TI tendem a ser cautelosos no que se refere à web 2.0, seja por conta da falta de maturidade das aplicações, ou da liberdade dada aos usuários. Mas ele aponta que o sucesso das aplicações de software aberto, o uso de interfaces RIA, a proliferação dos blogs corporativos e a implementação de portais de colaboração dentro das companhias são bons sinais de que o receio vêm diminuindo. “A minha aposta é que no futuro a Web 2.0 vai trazer webservers colaborativos”, afirmou.

Dicas

O palestrante apresentou três dicas para quem quer trabalhar com Web 2.0. para os desenvolvedores, a idéia é tentar se descomoditizar, como a Amazon.com fez com o mercado de livros. É também necessário encontrar o seu lugar na rede de valor. “O GoogleMaps tem dois desenvolvedores por detrás dele. O Housing Maps é mais uma camada em cima de todos eles, e cada um tem um propósito”, diz. Finalmente, é essencial projetar dados e softwares orientados para a distribuição em massa.

Desafios

Abel lembra dos obstáculos existentes. O primeiro é a gestão da reputação. “Num mundo em que é muito fácil se confessar, é fácil sua reputação entrar em jogo, seja você uma empresa, pessoa ou marca”.

A noção do que é comum e do que é particular também é complicada. “O que é meu e o que é do desenvolvedor de serviços?”.

Um terceiro desafio é como se apropriar da fina granularidade das audiências. Finalmente, existem as preocupações com a certificação e a segurança.

Web 3.0 e Web 4.0

A Web 3.0, explicou Abel, é a web semântica, com “mecanismos de busca que trarão resultados mais próximos ao que se deseja, sem colocar em um mesmo resultado links para o santo, a cidade, o time quando eu fizer uma busca por São Paulo”. Já as buscas das imagens vão buscar informações no próprio arquivo da foto e não só no título ou na descrição.

“Já a Web 4.0, segundo Nova Spivack, seria a rede como um grande sistema operacional. Não é um Office na minha máquina, é um browser que integra todos os serviços e softwares para o meu dia a dia”, contou Abel.

Evolução ou revolução?

Do ponto de vista tecnológico, para Abel a Web 2.0 não é uma revolução, é um empacotamento inteligente de tudo que há. “Ruputura só vamos encontrar na Web 3.0. já do ponto de vista das aplicações, a Web 2.0 é uma revolução”, finalizou.

enviada por Marcela Tavares



28/02/2007 09:49

Começa a conferência

Rubens Glasberg, diretor da Converge Comunicações, começa as atividades contando como está impressionado com as primeiras impressões do evento.

“A idéia veio de uma conversa com Claudiney Santos”, conta. “Reservamos um hotel e lançamos a conferência em dezembro. Em janeiro já tivemos que procurar um outro local. Mais de uma semana antes do evento todas as vagas estavam reservadas’

“A variedade de setores presentes aqui também é interessante: pessoas de TI, de agências de publicidade, grupos de mídia, operadoras de telecom, bancos, varejo. Este melting pot é emblemático”, disse o diretor.

Glasberg então desejou a todos um bom seminário, lembrando que hoje para vencer no mundo dos negócios é necessário convergir.

enviada por Marcela Tavares



27/02/2007 19:50

Confira a programação

Clique aqui para conhecer todos os palestrantes e temas da primeira Conferência de Web 2.0.

enviada por Marcela Tavares






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Perfil

James Della Valle � respons�vel pelo canal de tecnologia do iG, foi editor de revistas de TI e games, al�m de autor do livro Universidade Hacker.

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